“Este mês tem um significado especial para quem trava batalhas diárias em busca de diagnóstico precoce, tratamento e, por que não dizer, aceitação do TEA. O Abril Azul foi estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de conscientizar a população sobre o autismo, envolver a comunidade, trazer visibilidade e buscar uma sociedade mais consciente, menos preconceituosa e mais inclusiva. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 70 milhões de pessoas são autistas no mundo.
Falar sobre o assunto e passar para frente conhecimento são formas de conscientizar. Nesse contexto, o DNOCS coloca luz em cima e chama a atenção para essa importante mensagem. O TEA é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais, déficit na comunicação e na interação social, padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados. Não há evidências científicas de que exista uma causa única para o autismo, mas sim a interação de fatores genéticos e ambientais.
De acordo com a psicopedagoga, Ariany Guerra, o TEA encontra-se listado no Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais na versão, a 5ª edição (DSM-5). Este manual desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria define o TEA como um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades de interação social, comunicação e comportamentos repetitivos e restritos, podendo ser encontrado em três níveis de suporte: autismo leve, moderado e severo.
Já de acordo com a versão final da nova Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde (CID-11), o Transtorno do Espectro do Autismo é identificado também com subdivisões relacionadas à presença ou não de Deficiência Intelectual e/ou comprometimento da linguagem (fala).
Apesar de o TEA possuir essas classificações em manuais e organizações mundiais, hoje, sabemos que o autismo não é uma doença, por isso não tem cura e nem aparência. Na verdade, necessita de tratamento com equipe multidisciplinar, afirma Ariany Guerra.
Infelizmente o preconceito com pessoas autistas ainda é muito presente na sociedade devido a falta de informações sobre o transtorno, mas a união de famílias e profissionais que lutam para que os direitos dos autistas sejam assegurados vem mudando essa realidade.”
Texto Reproduzido do site do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas
https://www.gov.br/dnocs/pt-br/assuntos/noticias/abril-azul-mes-de-conscientizacao-sobre-autismo








